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Deus Ou Baal?

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I Reis 18:21 Então,
Elias se chegou a todo o povo e disse:
Até quando coxeareis entre dois pensamentos?
Se o SENHOR é Deus,
segui-o;
se é Baal, segui-o.
Porém o povo nada lhe respondeu.

Elias estava entre os maiores profetas bíblicos. Quando a nação de Israel mergulhou em sua mais profunda degradação, Elias foi o instrumento de Deus para desafiar o povo inconstante a retornar. Sua tarefa foi tremenda! Seus inimigos eram poderosos. O povo era ignorante e vacilante. No meio da terrível confusão religiosa do reinado de Acabe, Elias tentou realizar um renascimento espiritual muito necessário. Consideremos como os desafios que ele fez a Israel precisariam ser ouvidos nos dias de hoje.

A SITUAÇÃO: A APOSTASIA DE ISRAEL
A história do declínio de Israel começa com Salomão. Ainda que seu pai, Davi, tivesse tentado servir ao Senhor e tivesse humildemente arrependido quando pecou, Salomão não permaneceu fiel. Apesar de todas as bênçãos que Deus lhe deu, ele seguiu suas centenas de esposas para longe do Senhor e para a idolatria. Quando Salomão morreu, Deus retirou dele a maior parte do reino e a deu a Jeroboão. Esta nova nação, que consistia das dez tribos do norte, foi chamada Israel. Deus disse a Jeroboão que o abençoaria e estabeleceria a sua como a família real, por muitas gerações, se ele fosse fiel e obediente ao Senhor.
Mas Jeroboão não confiou em Deus. Ele não se voltou para o Senhor, mas se afastou dele. Estava tão preocupado com sua posição de poder em Israel que não queria permitir ao povo voltar a Jerusalém para suas festas religiosas anuais. Temia que o povo se decidisse a servir o filho de Salomão e não mais quisesse Jeroboão como rei.
Para impedir o povo de sair de Israel, Jeroboão inventou um novo sistema religioso. Ele tomou emprestadas muitas idéias da religião verdadeira que Deus tinha estabelecido no Monte Sinai. Com seus bezerros de ouro, centros de adoração não autorizados e sacerdotes não levíticos, Jeroboão deu um grande passo afastando-se de Deus.
OS PECADOS DE ACABE

Jeroboão não foi o pior dos reis de Israel. Deus destruiu sua família e a família de Baasa e permitiu que a família de Onri governasse Israel durante quatro gerações. O segundo rei da dinastia de Onri foi Acabe, que é descrito em 1 Reis 16:30 como pior do que todos os reis anteriores. Ele se casou com Jezabel, filha do rei idólatra de Sidom. Para agradar sua esposa, ele se esqueceu do Senhor. Construiu um templo com altar para a adoração de Baal. Sua esposa odiava os profetas do Senhor com tanta veemência que até tentou matar todos. Ela queria matar especialmente Elias.

O PERTURBADOR DE ISRAEL
Elias tentou convencer Acabe e o resto do povo a se arrependerem, quando Deus parou as chuvas durante mais de três anos, mas eles continuaram a desafiar a vontade do Senhor. Finalmente, Elias saiu do esconderijo para falar com Acabe. Quando o rei viu Elias, perguntou: "És tu, ó perturbador de Israel?" A resposta do profeta ressalta um fato importante. Aqueles que pregam a verdade e corrigem o erro não são subversores da sociedade. A fonte dos problemas sociais é o pecado, e aqueles que continuam no pecado contribuem para o sofrimento. Elias disse-o bem: "Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins" (1 Reis 18:18).

ELIAS DESAFIA O POVO VACILANTE DE ISRAEL
Numa impressionante demonstração de coragem e fé, Elias desafiou 850 falsos profetas, que eram sustentados pela esposa do rei, a enfrentá-lo no Monte Carmelo. Eles aceitaram o desafio, e o povo de Israel foi testemunhar a grande disputa. Este era o mesmo povo que Elias procurava converter. Ele queria mostrar-lhes a grande diferença entre o Deus verdadeiro e os falsos deuses que o rei deles adorava. "Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o" (1 Reis 18:21).
Os israelitas, tão acostumados a seguir cegamente seus chefes religiosos, não responderam. Seus sentimentos estavam tão embotados por gerações de tradições pecaminosas que eram praticamente incapazes de distinguir o certo do errado.
Deus mostrou ao povo a diferença. Elias e os profetas de Baal prepararam dois sacrifícios. Construíram altares, puseram lenha neles e prepararam seus sacrifícios de novilhos. Elias convidou os profetas de Baal a serem os primeiros a oferecer seus sacrifícios, exceto que eles não acenderiam o fogo. Eles deveriam orar ao seu deus para que mandasse fogo para consumir o sacrifício. Elias sabia que Deus podia fazer isto, porque já tinha consumido outros sacrifícios em gerações anteriores. Mas, e Baal? Poderia produzir fogo? Seus profetas oraram, dançaram, e até se feriram para obter sua atenção, mas Baal não respondeu. Elias escarneceu-os, sugerindo que deveriam gritar mais alto para acordar seu deus. Eles berraram com mais força, mas o impotente Baal nada fez.
Elias preparou seu sacrifício. Para ter certeza de que ninguém pudesse reclamar que ele tivesse usado de alguma trapaça, ele pediu que fosse trazida água para molhar totalmente o sacrifício, a madeira e o altar. Eles trouxeram tanta água que o rego que ele tinha escavado em volta do altar encheu-se. Somente a ação de Deus poderia incendiar este sacrifício! E foi exatamente isto que aconteceu. Elias orou: "Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles" (1 Reis 18:37).
Deus não deixou dúvida. "Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!" (1 Reis 18:38-39). Os falsos profetas que tinham enganado o povo foram mortos.
"ATÉ QUANDO COXEAREIS ENTRE DOIS PENSAMENTOS?"

Muitas pessoas em nossos dias precisam responder à mesma pergunta que Elias fez no Monte Carmelo. Talvez quando você ouvir isto, perceberá que é um daqueles que tentam ficar em cima do muro, quando se apresenta a palavra de Deus. De um lado, você vê as crenças costumeiras e as tradições religiosas do povo. Talvez você tenha confiança no fato que foi batizado e educado na fé tradicional de seus pais e avós. Talvez você confie na sabedoria e no conhecimento de seu pastor ou padre. Você pode reconhecer o fato que as doutrinas dele nem sempre concordam totalmente com a Bíblia, mas você se agarra a essa fé tradicional porque ele é o pastor e você é uma ovelha submissa.
Por outro lado, você é desafiado pelas afirmações simples da Escritura. Você entende que Deus quer ser adorado em espírito e verdade (João 4:23). Você aprendeu que essa Verdade não é o que algum pastor ou papa diz, mas o que Deus diz (João 17:17). Você sabe que esta Verdade, e não as tradições das religiões humanas, é o que liberta os homens (João 8:32). Você também sabe que seremos todos julgados de acordo com esta Verdade que Jesus revelou na Bíblia (João 12:48).
Você não deve ficar em dúvida sobre o que vai fazer. Você pode aceitar o desafio que Paulo ofereceu: "Julgai todas as cousas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22). Conforme você examina as Escrituras para confirmar cada doutrina e cada prática de sua religião (Atos 17:11), você pode ficar surpreso com a diferença entre a vontade de Deus e as tradições dos homens. Você tem fé e coragem para abandonar todas as práticas e ensinamentos humanos para servir ao Senhor?
Deus oferece-nos a oportunidade para ficarmos livres da confusão das religiões feitas pelo homem, mas precisamos ter a coragem de por em prática o que estamos aprendendo. Tiago disse: "Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tiago 1:21-22).
O estudo da palavra de Deus não é meramente um exercício acadêmico para se aprender algo novo e diferente. Não é apenas equipar-nos para ver o erro na vida dos outros. Nosso propósito deveria ser primeiro examinar nossas próprias vidas, removendo toda idéia falsa e prática errada, para que possamos ficar verdadeiramente reconciliados com Deus (2 Coríntios 10:4-6).

Sonhe Grandes Sonhos

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Textos: PV 10:24b “O desejo dos
justos Deus o cumprirá”.

SL 37:4 “Deleita-te também no Senhor, e Ele te
concederá que deseja o teu coração”.


Um pensador disse o seguinte: “Nada é tão real como um sonho. O mundo pode mudar ao seu redor, mas seu sonho não deve mudar. Responsabilidades não têm de apagá-lo, nem deveres precisam obscurecê-lo; porque o seu sonho está dentro de você, e ninguém pode arrancá-lo de onde está”.

Se você continua a se deparar com desafios que o levam a desistir de seus sonhos, então eles não são suficientemente grandes, e seu alvo ainda não é bastante elevado e significativo. Você já parou para pensar no que induz as pessoas a desistir, justamente quando se encontram muito perto de alcançar seus alvos? É lamentável caminhar tamanha distância, investir tanta energia, para depois de tudo isso desistir diante do último obstáculo à frente! As possibilidades positivas para a sua vida são muito maiores que os desafios e obstáculos que surgem em seu caminho. Portanto, se os desafios parecem ser muito grandes, passe a ampliar suas expectativas. Aumente seu sonho. Siga em direção a alguma coisa que realmente você deseja; algo que o impulsione a lutar, a orar com paixão; alguma coisa, enfim, que o inspire a superar qualquer obstáculo que se levantar à sua frente. Viva para alguma coisa que esteja muito acima da sua rotina diária. Sonhe grandes sonhos. Estabeleça alvos ambiciosos. Submeta seus maiores sonhos a Deus, e prossiga apaixonadamente em direção a eles.
IMPOSSÍVEL?
Impossibilidades são simplesmente coisas que ainda não foram aprendidas. Charles W. Chessnutt

A maioria das coisas que parecem impossíveis, na realidade não são impossíveis. Tão logo você passe a olhar para aquela situação - aparentemente impossível – partindo de um nível mais apurado de consciência, mais verdadeiro, ela começará a se tornar mais próxima da concretização. Entenda que impossível é um conceito que apenas existe na sua mente. A história tanto antiga quanto recente demonstra que algumas coisas que antigamente foram consideradas absolutamente impossíveis hoje são uma clara e concreta realidade. Aquilo que no passado era impossível a você hoje pode se tornar uma realidade. A realidade começa com a sua aceitação de que o impossível de hoje é o possível de amanhã. Uma vez que você chegue ao lugar onde você venha a se conscientizar de que é possível, então a possibilidade já começou a acontecer.

Deixe que a sua mente e o seu espírito vão muito além daquilo que hoje parece ser impossível de ser realizado. Para Deus nada, absolutamente nada, é impossível. Faça Dele seu parceiro e arquiteto dos seus sonhos; ao proceder dessa maneira você irá se conscientizar de que o impossível de ontem se transformou na realidade possível de hoje.

LC 18:27: “As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis para Deus”.

Não deixe que os aparentes impossíveis o impeçam de sonhar. Acredite nos seus sonhos. Deposite suas esperanças naquele que pode tudo, naquele que tem tudo, naquele que é tudo. Sonhe grandes sonhos.


AS TRES ÁRVORES

No alto de uma montanha, havia três pequenas árvores, que sonhavam o que seriam quando crescessem. A primeira olhando para as estrelas, disse: "Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada". A segunda, olhando para o riacho que corria ali perto, suspirou: "Eu quero ser um grande navio e transportar reis e rainhas. Assim sendo, até aceito ser cortada". A terceira árvore, olhou o vale e disse: "Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que quando as pessoas, ao olharem pra mim, levantem seus olhos e vejam o céu e assim, também pensem em DEUS".

Anos se passaram e certo dia, quando elas já estavam altas e fortes, vieram três lenhadores e cortaram as três árvores, ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas, como lenhadores não costumam ouvir árvores falando e nem entendem seus sonhos, a primeira árvore acabou sendo transformada em um coxo de animais, coberta de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando gente pobre e peixes todos os dias. E, a terceira acabou sendo cortada em grossas vigas e colocada de lado em um depósito. E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes: " Para que isso?"

Mas, numa certa noite cheia de estrelas e luz, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém nascido naquele coxo de animais. E, de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo. Passaram-se dezenas de anos e, a segunda árvore um belo dia transportou um homem que acabou dormindo num pequeno barco. Mas, quando uma tempestade estava quase afundando a embarcação esse homem disse: "Paz!" E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei da terra e do céu. Apenas alguns anos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e, um homem pregado nela. Sentiu-se horrível e cruel. Mas, no domingo seguinte o mundo viu a ressurreição desse homem e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado "Aquele" veio para salvar a humanidade, e que as pessoas se lembrariam de DEUS e de Seu Filho JESUS CRISTO, ao olharem para ela.

As três árvores haviam visto seus desejos se tornarem realidade, mas de uma proporção tal, que jamais ousaram sonhar. Que todos os nossos sonhos sejam assim! Ambiciosos, na intenção de vermos realizados em nós, a vontade de DEUS.

SONHE GRANDES SONHOS. PV 10:24 e SL 37:04

Qual O Melhor Caminho?

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Jesus disse bem alto:
Quem crê em mim crê não somente em mim, mas também naquele que me enviou. Quem me vê, vê também aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz para que quem crê em mim não fique na escuridão. Se alguém ouvir a minha mensa­gem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-Io. Quem me rejeita e não aceita a minha mensagem já tem quem vai julgá-Io. As palavras que eu tenho dito serão o juiz dessa pessoa no último dia.
Eu sou o caminho, a ver­dade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim. Agora que vocês me co­nhecem, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e o têm visto.
Creiam no que lhes digo: Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Se vocês não crêem por causa das minhas palavras, creiam pelo menos por causa das coisas que eu faço.
João 12:44 a 48; 14:6 a 7 e 11
Por: Sociedade Bíblica do Brasil

Por Que Você Diz Não?

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Quando Ele lhe promete Seu amor. Eu vos tenho amado, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos tem amado? (Malaquias 1:2)

Quando Ele lhe oferece perdão para os pecados. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (1 João 1:9)

Quando Ele quer lhe dar a paz. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (João 14:27)

Quando Ele quer lhe dar a verdadeira vida. ...Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. (João 10:10) Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. (João 5:12)

Quando Ele lhe promete a vida eterna. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão. (João 10:28)

Quando ele quer lhe dar tudo o que lhe dará alegria e felicidade. Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente como ele todas as coisas? (Romanos 8:32)

Há somente uma resposta para aquele que rejeita todos estes tesouros. Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? (Hebreus 2:3)


Não continue a dizer não, e entregue sua vida a Jesus Cristo, para
assim receber o que o fará feliz.

Nota De Repúdio Às Declarações Do Ministro Carlos Minc

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"Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que CRIADOR os fez no princípio homem e mulher os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne. Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Mateus 19: 4 a 6)


A União de Blogueiros Evangélicos, neste ato, vem, mui respeitosamente, repudiar publicamente a atitude do Excelentíssimo Ministro do Meio Ambiente, sr. Carlos Minc, que, no dia 18 de maio de 2009, durante discurso no Palácio Guanabara, em São Paulo, afirmou o seguinte: "Tem alguns momentos em que a Igreja erra feio. Um deles é a questão da camisinha. Se a gente fosse atrás da Igreja, quantas pessoas não estariam doentes? Outra questão é a da homofobia. Como é que uma religião pode dizer que é fraterna e solidária com todos se pressiona os parlamentares a não aprovarem a lei que criminaliza a homofobia?"; e ainda completou: "Quem se opõe à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia é corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Como que fornecendo o corolário para a discussão do problema, conforme as agências noticiosas, o ministro também forneceu o emblemático número de três mil crimes por homofobia, nos últimos dez anos no Brasil.

Sobre o desastroso pronunciamento do sr. Ministro, entende - se:

1) Que o Ministro pode e deve se manifestar no exercício democrático do seu juízo. Inclusive, discordando da posição da Igreja e dos cristãos de uma forma geral; afinal, a livre manifestação do pensamento é garantia assegurada pela Carta Magna em seu art. 5º, inciso IV. Garantia essa que, ironicamente, o PLC 122/2006 pretende acabar a pretexto da tipificação criminal da homofobia.

2) Que o Governo Federal, representado naquele ato pelo então Ministro, enquanto Poder Executivo do Estado brasileiro, deve zelar para que todos os cidadãos tenham seus direitos resguardados em consonância com os dispositivos legais vigentes, de maneira isonômica e justa, independente de sua cor, raça, sexo, opção sexual e religião, conforme estabelece o artigo 5º, caput, da Constituição Federal, o qual estabelece que "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes".

3) Que o sr. Ministro acabou por atacar frontalmente todas as igrejas e entidades religiosas que se opõem a tais projetos legislativos, responsabilizando-as levianamente por aquilo que ele denomina de "multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Entidades essas que, inclusive, estão inseridos os milhares de blogueiros evangélicos que assinam virtualmente a presente nota de repúdio;

4) Que, da maneira infeliz e irresponsável como foi feito, o pronunciamento evoca uma separação de grupos sociais, de modo a suscitar uma luta de classes entre aqueles que são contrários e aqueles que são favoráveis aos projetos de lei de criminalização da homofobia. Luta esta inexistente, uma vez que nenhuma igreja aqui representada assassinou, instigou ou colaborou para que gays, lésbicas e simpatizantes sofressem qualquer tipo de violência; muito menos incita ou incitou ódio contra os homossexuais.

5) Que o simples fato de apoiar ou não apoiar determinado projeto legislativo não significa necessariamente incentivo a um certo comportamento social; principalmente quando esse comportamento é maléfico para a sociedade. Com efeito, ser contrário à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia não é o mesmo que incitar o ódio ou a violência contra os homossexuais. Absolutamente. Afinal, se essa for a lógica padrão, concluiríamos também que o sr. Ministro é incentivador do uso de drogas, notadamente da maconha, isso porque, recentemente, ele mesmo participou de ato público onde pedia – aos gritos - a descriminalização do uso da maconha. Portanto, se essa idéia estiver correta, o sr. Carlos Minc é também "corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários" originados a partir do uso da maconha (furtos, roubos, homicídios, violência, etc.), bem como corresponsável pela destruição de milhares de famílias brasileiras que possuem dentro de casa viciados nesse tipo de droga.

6) Que as igrejas aqui representadas se resguardam o direito ao exercício do mesmo juízo resguardado ao nobre ministro e discordam igualmente de suas palavras e do apoio a tais projetos. Desta forma, as igrejas e seus membros podem discordar de quaisquer opiniões que julguem contrárias à sua fé e crença, inclusive, entre si, e o fazem de maneira ordeira e responsável. Não lembramos de qualquer enfrentamento religioso, apesar das divergências pontuais entre as correntes evangélicas brasileiras, o que é sadio;

7) Que, diante da afirmação de que nos últimos dez anos houve no Brasil 3.000 crimes por homofobia, se faz necessária a seguinte pergunta: Por que o ministro, ou seu correspondente na pasta da Justiça, não disponibiliza as investigações das 3.000 mortes? Porque muitos destes crimes foram sequer investigados! Entendemos que o emblemático número é fruto de mistificação grosseira e sintetiza a omissão e inabilidade do próprio Governo frente à crescente criminalidade de nossos dias. Senão leiamos um trecho de reportagem do Jornal do Commercio, do dia 15 de abril deste ano sobre o mesmo assunto. Na ocasião o jornal divulgava estatísticas semelhantes (grifos nossos):Os gays são mais "frequentemente assassinados dentro da própria casa", geralmente a facadas ou estrangulados. Já os travestis são executados na rua a tiros. O perfil dos criminosos é descrito assim pelo relatório: "80% são desconhecidos, predominando garotos de programa, vigilantes noturnos, 65% menores de 21 anos".Os gays são assassinados dentro de casa por 80% de desconhecidos!? Não lhes parece estranho? Veja como a contradição fica mais aparente quando se acrescenta predominando garotos de programa? Ou seja, na maioria das vezes, o gay chama um garoto de programa para sua própria casa, assumindo os riscos inerentes a esta atitude, e por alguma razão, os dois se desentendem e o gay é assassinado! Isso não é homofobia desde o início, porque, a priori, quem aceita um programa com um gay é porque gosta de sexo com ele. Apesar das mortes, que devem ser sempre lamentadas, as ONGs dos movimentos engajados desejam um tratamento específico ao problema. O que querem? Um policial para cada casa, para poderem fazer sexo em segurança com um desconhecido? Observemos, por oportuno, que a questão colocada em foco não é a violência como drama brasileiro, mas a que atinge especificamente a homofobia. Uma classe especial de apuração somente para os gays. Como se as demais mortes de brasileiros fossem menos importantes. Outrossim, o que dizer dos gays que morrem disputando parceiros? Ou isto não acontece? Ou os que se envolvem em brigas que não tem nada a ver com sua opção sexual e em decorrência delas são assassinados? Dos que se arriscam nos programas noturnos? Enfim, em que circunstâncias foram mortas cada uma destas pessoas? A alquimia esconde, por exemplo, os praticantes do bareback!

8) Que tais projetos criam uma classe especial de privilegiados. Que de posse dos direitos especiais providos pelos projetos irão arguir as opiniões contrárias, de maneira agressiva e violenta, como já ocorre nos EUA. Decerto, a prevalecer a maneira tendenciosa como o Governo Federal cria políticas segregacionistas, um dia o Brasil vai ter uma Delegacia para apurar crimes contra os gays (aliás, já tem, só que com mais ênfase tem em vista os projetos em trâmite), outra contra os negros, os pardos, os amarelos, os narigudos, os baixinhos, os carecas, os gordos, os babalorixás, os que usam colete; enfim, contra cada categoria que reclame para si uma apuração diferenciada. Quando todos, repetimos, todos, os crimes deveriam ser apurados indistintamente, e nuances como sexo, religião, raça e opção sexual fossem contornos do fato. Exceto, nos casos em que há ligação explícita, como, por exemplo, os crimes praticados por neonazistas;

9) Que o Governo Federal desde há algum tempo luta por reparações históricas. O que seria muito bom, se tais reparações não segregassem os brasileiros em castas. A segregação impõe uma classe. Tal imposição se configura racista, quando aloca privilégios. Repudiamos tal articulação, pois historicamente perseguidas pela Igreja Católica, por exemplo, as evangélicas, nunca ousaram reivindicar reparação alguma;

10) Que a fala do excelentíssimo ministro Carlos Minc tenta mantê-lo em foco, desviando-o dos verdadeiros problemas de sua pasta, quais sejam, em resumo:

a) Desmatamento recorde. Provavelmente ao término deste texto o tamanho de uma quadra de futebol de árvores foi abaixo, em nome da ilegalidade e da exploração desordenada;

b) Poluição desmedida de nossos rios e costas. As matas ciliares estão em franco desaparecimento e os rios brasileiros agonizam;

c) Crescimento desordenado de nossas cidades, com déficit sensível de saneamento básico;

d) Impunidade nos delitos contra a natureza;

e) Ausência de políticas de longo prazo para o meio ambiente, tais como implantação da sustentabilidade plena em áreas de preservação ambiental.

Em suma, diante do fiasco à frente do Ministério do Meio Ambiente, o excelentíssimo senhor Carlos Minc procura desesperadamente por visibilidade advogando causas estranhas à sua pasta. Como militância na marcha da maconha e portavoz de evento gay.

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